A letra

14.agosto.2015

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A senhora do 63 dormiu no 52.

9.dezembro.2012

E quando o Sr do 52 adentrou o próprio quarto

tremeu com tamanha beleza.

 

Ela culpou a luz.

Ele não pode discordar.

Só não crê que seja

Aquela que saia do abajur.

 

Teve vontade de chorar.


7.outubro.2012

 

O capitão do 104 gritou:

A(o)mar!

A dama do 64 pulou.

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P. Anônimos

26.novembro.2011

– Oi, tudo bem. Desde de pequeno meu pai e minha mãe eram legais comigo, cresci ouvindo “eu te amo” e com todo tipo de informação. Eu ia pra escola de carro, quem me levava era sempre meu pai ou minha mãe, nunca o motorista. Eu era o mais bonito da sala, ficava com um monte de meninas, acho que era porque eu também jogava futebol na seleção do colégio. Dos meus amigos eu fui o primeiro a fazer sexo, e não foi com prostitua não, foi com minha namorada que eu amo. A gente ta junto até hoje, tem gente que critica, mas ela deixa eu sair com outras meninas quando eu quiser pra dar uma variada, as vezes ela mesmo participa, mas nunca me pediu pra fazer a mesma coisa por ela.  Ganhei meu primeiro carro com 18 anos. Não era carrão, era um carro bacana, de universitário. Me formei com 21, em Culinária. Lembro que quando eu contei pros meus pais, nossa… eles me apoiaram na hora, na hora. Hoje eu tenho uma pousadinha no Litoral, que é onde eu moro.  E também tenho um restaurante japonês aqui em São Paulo, que é onde eu janto. Meu nome é Joaquim e eu também não tenho nenhum problema.

Desatou a chorar. Os ouvintes bateram palmas e em coro disseram:

– Oi Joaquim.


A moça do 22 mandou pro rapaz do 54

26.setembro.2011

Desejei nunca ter te conhecido, odiei tudo que me fez chegar a você. Eu amei a ignorância do mundo que abriga tantas pessoas incríveis que a gente não conhece e nem vai conhecer.

Eu queria que você não existisse. Nem ela. Nem eu. Nem ninguém.

Se tudo fosse apenas vazio, o medo e amor não seriam capazes de habitar em um se quer peito. Não haveria sonho, nem pesadelo.

Aquela vontade de ser sozinha bateu, não, esmurrou minha porta de novo. A aflição de sentir no presente que você não estará no futuro me bloqueia e me faz te querer longe. Mas eu quero te querer perto e quero que você me queira também.

Eu não posso me querer por você. Nem te querer por mim, não da pra pedir ou encomendar? Como faz?Acho que eu amo nós dois e também acho que eu nao sei fazer isso…Ou você me ensina…ou…Se você também não souber a gente pode até aprende junto…quem sabe…Se você quiser, claro…Ou…Ou eu vou fugir de novo. Não me deixa escapar no meio da noite como eu sempre faço.

 O rapaz pensou horas e horas na resposta. E demorou mais horas e horas pra aceitar que ela estava ali:

   Desejei nunca ter te conhecido, odiei tudo que me fez chegar a você. Eu amei a ignorância do mundo que abriga tantas pessoas incríveis que a gente não conhece e nem vai conhecer.

Eu queria que você não existisse. Nem ela. Nem eu. Nem ninguém.

Se tudo fosse apenas vazio, o medo e amor não seriam capazes de habitar em um se quer peito. Não haveria sonho, nem pesadelo.

Aquela vontade de ser sozinho bateu, não esmurrou minha porta de novo. A aflição de sentir no presente que você não estará no futuro me bloqueia e me faz te querer longe. Mas eu quero-te querer perto e quero que você me queira também.

Eu não posso me querer por você. Nem te querer por mim, não da pra pedir ou encomendar? Como faz? Acho que eu amo nós dois e também acho que eu não sei fazer isso…Ou você me ensina…ou…Se você também não souber a gente pode até aprender juntos…quem sabe…Se você quiser, claro…Ou…

Ou você vai fugir de novo? Não, não me te deixo escapar no meio da noite; como eu sempre faço e farei.

Se tudo fosse vazio, seria vazio.


Cartoon Network, a gente faz o que a gente quer.

25.setembro.2011

Um menino vê uma menina andar no parque, e ama.

Um menino vê um parque e uma menina que anda a amar.

Um parque ama ver uma menina e um menino andar.

Um parque anda, e um menino e uma menina amam.

Um parque anda no menino e na menina que se amam.

 

A gente faz o que a gente quer.


Aquela que a língua não deu conta

25.setembro.2011

Na esquina ele cantava sobre Luiza, Bia e Paula, amores do passado, presente e futuro, todas com sua graça. Em casa lembrava daquela que teria feito o tempo parar.